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SINTE SC

Categoria rejeita proposta do Governo e anuncia greve a partir do dia 23

18/04/2012 01:31

    Os professores da rede estadual devem iniciar uma greve a partir da próxima segunda-feira. A decisão foi tomada em uma assembleia geral realizada em Florianópolis na tarde desta terça-feira na presença de cerca de 2.500 pessoas. A medida gerou reação do governo do Estado, que não está disposto a manter o diálogo caso a categoria paralise as atividades. Os professores que não comparecerem às aulas terão o ponto cortado.

Creminácio lamenta greve e manifesta apoio aos professores   

    Ao dar a notícia do resultado Assembleia dos professores da Rede Estadual, realizada em Florianópolis, nesta tarde, e que optou pela paralisação das aulas a partir de segunda-feira (23), o vereador Marcos Creminácio lamentou, durante a sessão ordinária, o fato do governo do Estado não cumprir com a Lei Federal do piso do Magistério.
    Ele lembrou que a Lei já não é cumprida pelo governo no que se refere ao aumento do tempo que os professores têm para preparar as aulas e agora, perdeu-se a oportunidade de cumprir com a proposta que seja de acordo com as necessidades dos professores.
    Dentre as reivindicações, a categoria pede o cumprimento imediato do aumento de 22,22%, retroativo a janeiro, quando o valor do piso foi reajustado pelo Ministério da Educação e deveria ter sido alterado em toda rede pública. Além disso, a descompactação da tabela salarial, que foi alterada e achatada no ano passado, para que o Estado concordasse em pagar o piso nacional.
    “Sabemos que a greve se torna a última alternativa, mas está previsto na Constituição da Lei. Todavia, nos manifestamos favoráveis e solidários aos professores, porque estão pedindo o cumprimento de uma Lei Federal e não um favor ao governo. Lamentar que a sociedade e a educação pública acabem pagando, mais uma vez, pelo descaso do governo”, afirmou. 

Deflagrada greve do magistério estadual

    A Assembleia estadual dos professores, ocorrida na tarde desta terça-feira (17), no Centrosul, em Florianópolis, decidiu pela greve geral nas escolas estaduais a partir de segunda-feira (23). Aproximadamente 3.500 professores estiveram presentes e as opiniões foram divididas sobre entrar ou não em greve. A maioria, no entanto, optou pela paralisação.
    Evandro Accadrolli, secretário executivo estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/SC), afirmou que os professores ficaram muito descontentes porque o governo não cumpriu com o acordo de greve do ano passado, nem com a Lei do Piso de 2008, os prazos apresentados foram longos demais e, com isso, o governo não garante o reajuste do ano que vem.
“O governo tem uma dívida imensa. O nosso salário é um dos piores do país, por isso é preciso restabelecer a carreira com percentuais de valorização”, declarou.
    Segundo a Secretária de Políticas Sociais e de Gênero do Sinte/SC, Joaninha de Oliveira, muitas regionais estiveram esvaziadas e não se colocaram a favor da greve com o intuito de não trazer novo desgaste para a sociedade. “A proposta do governo, entretanto, colocou a categoria em luta consigo mesma, a partir do momento em que reajustou consideravelmente alguns níveis e muito pouco, outros”, considerou.
Alvete Padin Besin, coordenadora do Sinte/SC, avaliou a decisão como construída desde janeiro, quando os professores não receberam o reajuste proposto pelo governo federal. Contudo, um possível acordo pode acontecer até segunda-feira. “O prazo para início da greve respeita os dias para informar aos pais e alunos a decisão. Neste tempo, se o governo se mostrar aberto a outra negociação, podemos chegar a um acordo sem que a greve inicie”, completou Alvete.
    Para a deputada Luciane Carminatti (PT), a greve estava prevista desde que a proposta do governo foi apresentada, ontem. “Eles propuseram cumprir em dois anos algo que deveria ter sido feito em janeiro deste ano. O governo tem margem de recursos para recompor os salários ainda este ano”.
    Os deputados Neodi Saretta (PT), Luciane Carminatti, Angela Albino (PCdoB) e Sargento Amauri Soares (PDT) prestaram solidariedade ao movimento da categoria e estiveram presentes na assembleia.
Após a decisão, os professores fizeram passeata e concentraram-se em frente à Secretaria da Educação. (Michelle Dias)

Leia Mais 

GREVE
Secretaria de Educação anuncia nova proposta salarial para professores

SINTE-SC publicou em seu blog pedido de apoio para categoria

  Cerca de 4 mil profissionais da educação participaram da assembleia estadual, na tarde de hoje, no Centro Sul, em Florianópolis. Todas as 30 regionais do SINTE estavam representadas no ato.

    Por unanimidade o magistério rejeitou a proposta do Governo e por maioria decidiu pela greve a partir da próxima segunda-feira, dia 23 de abril.

    A decisão foi tomada pelo não cumprimento por parte do Governo do acordo de greve assinado em 2011.

    Nesse momento o SINTE SC convoca toda categoria para a construção do movimento em todo o estado, e a mobilização da sociedade, pais e alunos para o apoio a causa.

    É greve!! Apoie e participe desse movimento pela Educação Catarinense.

    A Educação quer mais venha fazer parte dessa história.

 Secretaria da Educação lamenta decisão equivocada do Magistério

    O secretário de Estado da Educação (SED), Eduardo Deschamps, lamentou a decisão do magistério catarinense que deliberou pela paralisação da categoria, a partir da próxima segunda-feira (23), aprovada em assembleia com baixa representatividade.

    De acordo com Deschamps, o Governo negociou tudo o que podia com os representantes da categoria e a Secretaria vai fornecer as medidas cabíveis para manter as atividades normais nas escolas para que, mais uma vez, os alunos não sofram as consequências.

    “Com os professores fora da sala de aula, não existe negociação”, afirmou o secretário. A direção das 1.112 unidades escolares receberão orientações para que mantenham as escolas em funcionamento e registrem falta dos professores que não estiverem trabalhando.

    Em razão da paralisação anunciada, o secretário Eduardo Deschamps cancelou sua ida para Brasília, onde participaria de reuniões em busca de novos recursos para educação, nesta quarta-feira (18).

    “A proposta do Governo é a possível neste momento e, portanto, não cabe uma paralisação da categoria que só trará prejuízos para pais e alunos. Poderíamos continuar negociando e focar nossos esforços para conseguir verba federal, mas agora teremos que fazer a gestão da crise”, destacou o secretário.

    Eduardo Deschamps lembrou, ainda, que a Lei do Piso está sendo cumprida em Santa Catarina, com ganhos reais para todos os professores, dobrando, praticamente em um ano, o salário de quem está em início de carreira.

Atualmente, a rede pública estadual de ensino conta com 65,8 mil professores, dos quais 22 mil são efetivos na ativa, 19,8 mil ACTs e 24 mil aposentados.


O que nossos leitores já comentaram:

18/04/2012 - 13:34 | DAIANNY

SAIBA QUE OS ALUNOS TBM TEM SEUS DIREITOS,MAIS COM TANTOS PROFESSORES COM MÁ VONTADE JA IMAGINOU SE OS ALUNOS TBM ENTRAM NA JUSTIÇA E EXIGEM SEUS DIREITOS?? I TER MUITOS PROFESSORES QUE NÃO IAM MAIS PODER FALTAR ,IGUAL FAZEM,FALTAM MUITO E NÃO REPOEM AULAS,VCS TEM SEU DIREITOS,OS ALUNOS TEM OS DELES, E COMO FALEI ESTA CHEIO DE NOVOS PROFESSORES FORMADOS PRONTO PARA O MERCADO DE TRABALHA, E QUE LEVARIAM MAIS A SERIO A EDUCAÇÃO,NÃO ESTÃO SATISFEITOS PEÇAM DEMISSÃO,A PORTA DA RUA É NA FRENTE DO COLÉGIO,E QUE VENHAM NOVOS E BONS PROFISSIONAIS QUE PENSEM NOS ALUNOS ,

18/04/2012 - 01:03 | Daianny

Querida Mãe, não tem como discutir com alguém tão ignorante ao ponto de nao perceber que o unico errado nessa historia é Governador, que se recusa a pagar o que é Lei. Agora lhe pergunto: a senhora deve ser uma cidadã que cumpre seus direitos, sabe seus deveres, paga as suas contas em dia, me responde o que aconteceria se a senhora desrespeitasse a lei? tenta andar com seu carro acima da velocidade permitida, sonegar impostos, faça qualquer ato fora da lei e dai volte aqui para achar um culpado, ou ainda para acha que a senhora esta certa e o governo é o errado por ter elaborado a lei e a senhora nao ter seguido... faz me rir com esse povo ignorante, por isso que a sociedade esta assim, pessoas como a senhora elegem governantes como Colombo. Cuidado está plantando a sociedade de seus netos pensando assim dessa forma.

17/04/2012 - 23:15 | educadora

Querido secretário em primeiro lugar greve é direito do trabalhador, quando o senhor ressalta em dar falta aos profissionais que nao estiverem trabalhando ja demonstra ser um desconhecedor da lei, o que não é novidade para nos Professores, visto que nos julga por lutarmos por nossos direitos, ou seja, o piso salarial!
Assim caminha a educação, colocando no poder da Secretaria de Educação um leigo.Quando citam que há mais de 20 mil professores ACT já da para perceber outra falcatrua do governo, pois concurso publico não é realizado desde dois mil e bolinhas. Claro que para o governo não é de grande valor ter uma educação de qualidade, pois ficaria mais dificil manipular o povo, e fazer com que este por sua vez, ainda votem em ignorantes, para ser POLITICO, GOVERNADOR não é necessário estudo, isso é uma VERGONHA!

17/04/2012 - 22:59 | MÃE DE ALUNO

GENTE O CRIMINACIO NÃO LAMENTA NADA,NUNCA PENSOU NOS ALUNOS,SÓ PENSA EM GREVE,E ISSO FOI SEMPRE ASSIM,MAIS ACHA QUE COM ISSO GANHA VOTOS,NEM PENSAR,NINGUEM MAIS AGUENTA ELE,O COLÉGIO IRMÃO LÉO E´SEMPRE O PRIMEIRO A ENTRAR EM GREVE E O ULTIMO A SAIR POR CAUSA DO CRIMINACIO,SE ELE NÃO ESTA CONTENTE COM O QUE GANHA QUE PEÇA A CONTA,QUEM NÃO QUER TRABALHAR DE PROFESSOR QUE ACHE OUTRO EMPREGO ONDE NÃO PREJUDIQUE QUEM QUER ESTUDAR ,PQ TEM MUITA GENTE FORMADA E CAPACITADA QUERENDO DAR AULA,SE VCS NÃO QUEREM NÃO ESTÃO SATISFEITO ,VÃO CARPINAR,VÃO SER QUALQUER COISA QUE NÃO ENVOLVA A EDUCAÇÃO,PQ O QUE VCS FAZEM PARALIZANDO AS AULAS NÃO É NEM UM SINAL DE EDUCAÇÃO ,


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